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A VEZ DA ENERGIA SOLAR 05 de maio de 2014
A VEZ DA ENERGIA SOLAR

por Rodolfo Pinto, engenheiro civil especialista no setor elétrico Artigo publicado no DIÁRIO CATARINENSE de 04 de maio de 2014 "O Brasil enfrenta uma das maiores crises energéticas da história. Confirmadas as previsões, chegaremos em novembro com apenas 15% da capacidade dos reservatórios das hidrelétricas, tornando-se inevitável a necessidade de racionamento de energia. O modelo energético brasileiro tem mostrado claros sinais de fadiga, principalmente pela dificuldade de se implantar hidrelétricas no ritmo necessário. As razões são várias: regulatórias, técnicas, econômicas e, claro, ambientais. É preciso uma revisão completa da política energética nacional, na busca por um modelo moderno e diversificado. É aí que entra a energia solar. Apesar de pouco conhecida dos brasileiros, já está bastante consolidada em países como Alemanha, Austrália, Espanha, Itália, Estados Unidos e China. A regulamentação nacional já permite que qualquer cidadão instale a própria usina solar numa residência, comércio ou indústria. Ligando esta “mini usina” na rede de distribuição, é possível entregar o excedente gerado à rede para uso em momento posterior - é a chamada “geração distribuída”. Trata-se ainda da fonte com maior potencial no mundo, totalmente renovável e efetivamente acessível a todos. Por permitir a geração no próprio local de consumo, melhora a qualidade da energia e reduz os custos de transmissão. E por permitir projetos de porte bem variado, a expansão do setor se dá de forma pulverizada, sem atender interesses de grandes grupos econômicos e/ou empreiteiras. A indústria brasileira já está preparada para atender o mercado solar e aguarda ansiosamente por ajustes regulatórios que permitam a massificação de sua utilização. Trata-se de uma quebra de paradigmas histórica. E quanto antes iniciarmos o uso efetivo da energia solar, maiores serão as chances de mantermos a matriz energética mais limpa do mundo, gerando empregos, distribuindo riqueza em todo território nacional, preservando o meio ambiente e, finalmente, tirando as crises energéticas do nosso noticiário."

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