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Microgeração solar residencial ainda é baixa no Brasil 08 de janeiro de 2015
Microgeração solar residencial ainda é baixa no Brasil

Com a baixa nos reservatórios das usinas hidrelétricas e a consequente alta no valor da energia, a microgeração residencial pode ser uma opção viável para combater a escassez de energia e reduzir o funcionamento das usinas térmicas altamente poluentes e caras no Brasil. Regulamentada em 2012 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a possibilidade de gerar a própria energia com recursos sustentáveis, como a luz do sol ou a força do vento, ainda não avançou no país. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo em 2 de janeiro com dados da Aneel, foram registrados apenas 290 unidades em todo o Brasil com painéis solares oficialmente integrados na rede de energia.

Com custos considerados altos pela maioria dos brasileiros, uma instalação de microgeração solar em uma residência para quatro pessoas custa em média de R$ 15.000 a R$ 20.000. Esse valor é retornado mês a mês com o desconto na conta de luz, zerando o investimento entre sete e doze anos. “As pessoas precisam ver como um investimento de longo prazo com foco na sustentabilidade, pois não há desperdício, visto que a energia não consumida é trocada por crédito através da conexão com a concessionária”, explica Maurício Guarnieri, engenheiro da Araxá Energia Solar. “Ainda é mais comum vermos grandes condomínios investindo nos projetos, mas acredito que com o aumento da informação, as pessoas passarão a compreender o valor integrado da geração solar e verão a microgeração como um investimento para a família”, finaliza Maurício.

 

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